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Omise’eke Natasha Tinsley – Atlântico negro, atlântico queer

O preço original era: R$49,90.O preço atual é: R$39,90.

Atlântico negro, Atlântico queer: imaginações queer da Travessia
Autoria: Omise’eke Natasha Tisnley
Tradução Fernanda Silva e Sousa
Apresentação à edição brasileira: Fernanda Silva e Sousa
Páginas: 80
Formato: 10,7 x 15,5 cm
Preço de capa: R$ 49,90
ISBN: 978-65-88301-35-7

195 em estoque

SKU: AN001 Categoria:

Descrição

EM PRÉ-VENDA até 20/11, envios a partir de 23/10

Em Atlântico negro, Atlântico queer: imaginações queer da travessia, Omise’eke Natasha Tinsley investiga como relações de afeto, desejo e solidariedade entre pessoas escravizadas desafiaram a lógica colonial, sem dissociá-las da violência extrema da travessia transatlântica.

Os porões dos navios negreiros foram espaços de confinamento, violência e desumanização, nos quais milhões de pessoas africanas foram submetidas à experiência brutal do tráfico transatlântico. Mas como compreender as relações estabelecidas entre aqueles que foram forçados a compartilhar essas condições? E o que essas experiências, muitas vezes ausentes dos registros históricos, podem revelar sobre as formas de resistência à escravidão?

A autora investiga vínculos afetivos e eróticos estabelecidos entre pessoas escravizadas, incluindo relações entre pessoas do mesmo sexo, sem convertê-los em histórias idealizadas de amor ou superação. Seu interesse está em compreender como essas relações, constituídas em condições extremas de coerção e violência, podem ser interpretadas como práticas que contrariavam a ordem colonial. Para Tinsley, queer não se limita à identidade sexual nem à existência de relações homoeróticas. Trata-se também de uma práxis de resistência: formas de relação que desafiam as normas e as estruturas de poder responsáveis pela mercantilização dos corpos e pela tentativa de destruição dos vínculos sociais.

Tinsley não procura preencher definitivamente os silêncios dos arquivos coloniais. Sua proposta é questionar os próprios limites daquilo que foi registrado e reconhecido como história, explorando outras maneiras de compreender as experiências de pessoas cujas vidas foram sistematicamente reduzidas à condição de mercadoria.

O ensaio também estabelece um diálogo crítico com Paul Gilroy, Judith Butler e outras referências dos estudos da diáspora africana e da teoria queer, questionando tanto o apagamento da sexualidade nas interpretações da experiência negra quanto a marginalização da raça e do colonialismo em importantes formulações da teoria queer.

Tinsley recorre à literatura de autoras caribenhas, como Dionne Brand e Ana-Maurine Lara, para explorar o oceano como um arquivo de histórias que os documentos oficiais não conseguiram preservar. Ao aproximar a travessia escravista das experiências contemporâneas de migração no Caribe, Tinsley mostra como violência, deslocamento, memória e desejo continuam atravessando as vidas da diáspora africana

O texto ganha novas camadas com a apresentação e a tradução de Fernanda Silva e Souza, cujas escolhas conceituais aproximam o pensamento negro queer de debates desenvolvidos por intelectuais como Denise Ferreira da Silva e Leda Maria Martins. Ao mobilizar conceitos como negridade, Travessia e encruzilhada, a tradução inscreve o ensaio em um diálogo com o pensamento negro brasileiro, ampliando suas possibilidades de leitura.

Sobre a autora

fotografia de omise'ke natasha tinsley, pessoa negra, de cabelos longos, brincos grandes

Omise’eke Natasha Tinsley é pesquisadora, escritora e professora de Estudos Negros na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, onde também dirige o departamento da área. Sua produção intelectual articula pensamento negro, feminismos, teoria queer, literatura e cultura caribenhas, investigando as relações entre raça, gênero, sexualidade, colonialismo e resistência. É autora de Thiefing Sugar: Eroticism Between Women in Caribbean Literature (2010), Ezili’s Mirrors: Imagining Black Queer Genders (2018), Beyoncé in Formation: Remixing Black Feminism (2018) e The Color Pynk: Black Femme Art for Survival (2022). Em suas pesquisas, que transitam da diáspora africana à cultura pop contemporânea, Tinsley explora as experiências, os desejos e as práticas de criação e resistência de mulheres negras e pessoas negras queer.

Informação adicional

Peso 0,2 kg
Dimensões 10,5 × 15,5 × 0,5 cm

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